A LEITURA TAMBÉM PODE SER CONSIDERADA UMA MIRAGEM. ÀS VEZES, DANÇA SOB AS VISTAS DO LEITOR EMBEBIDA DE DÚVIDA: ILUSÃO OU FATO? ASSIM VOU PAULATINAMENTE CONSTRUINDO NARRATIVAS EMBEBIDAS DE MIRAGENS.
Manhã de domingo. O relógio Cuco pendurado em uma das paredes da sala marcava 10:30 horas. A senhora Rosa, acompanhada da visita, Laura 22 anos, vizinha de rua, atravessa a sala e, na porta da varanda, a senhora diz ao esposo que Laura, vizinha do 25, deseja conversar com ele. Consentindo que se aproximasse, Laura o cumprimenta e ele aponta a cadeira para que se assentasse.
Plínio, do curso de arte, ao adquirir uma fita magnética que continha contundente gravação anônima, pinta uma tela e convida Darte para apreciá-la… Darte, após observar a tela pintada por Plínio, ouve da fita a seguinte gravação:
A cidade era imensa. Dizia-se até que podia ser chamada Cidade Mundo. Jéferson, 53 anos, caminhava por aquelas ruas no encalço de um endereço que lhe fora confiado por um homem moribundo, vítima de dezenas de perfurações à bala. Antes de cerrar os olhos para sempre, havia lhe dito que, naquele endereço, era possível encontrar a paz.
O autor costumava conversar com os personagens dos esboços engavetados, com objetivo de verificar se o proposto fazia sentido. Havia solicitado que Angelina comparecesse em seu gabinete. A convidada, comparecendo, apresenta-se compenetrada: É Angelina, personagem central da imaginação titulada “A Casa das Sete Celas”. Faria um relato no espaço, semelhante ao dos Alcoólicos Anônimos, referentes a experiências vividas.
Sodré, residente no alto de uma colina, estava felicíssimo, pois fora surpreendido com a inesperada visita de um amigo que há muitos anos não via. Aos abraços, o amigo manifestou preocupação com eles em razão do abalo sísmico ali registrado. Euforia aquietada, o bem-vindo visitante, curioso, dirigiu-se para o alpendre, olhou a cidade em ruínas e perguntou se não tinham sentido o tremor. Sodré negou e explicou: o que havia acontecido foi uma fúria.
O senhor Temporã, 65 anos, aposentado recente do Diário Veloz, onde exerceu por dezesseis anos a função de redator-chefe, pincela episódios dos três insolúveis assassinatos ocorridos há doze anos naquela cidade e pergunta aos interlocutores:
O companheiro da atriz principal da película “O PENHASCO”, que na vida real também fora desassistida pela sorte, relata, diferentemente do filme, a superação da atriz.
Era comemorado “O Dia da Família”. Data em que Ueli, 40 anos, paraplégico com retardamento mental, vítima de uma queda, fato acontecido ali mesmo, na vila, sabia, através da faixa festiva exposta no interior de sua residência, que seria o dia certo para rever os antigos amigos…
Em razão da tranquilidade do lugar no qual passariam as férias, Nia e Mingo, oito e dez anos de idade, respectivamente, agraciados com um pouco mais de liberdade concedida pelos pais, passaram a farrear.
O Conselho Máximo Mundial composto por onze membros se reunia em caráter extraordinário. Dirigindo-se para o convidado, ex-membro do Conselho, acomodado na outra extremidade da mesa, o presidente, após ter mantido breve conversa sobre a situação, explicou:
Glauco, 34 anos, desenhista projetista, havia aberto todas as janelas do apartamento. No entanto, o cheiro forte persistia. No gabinete de trabalho, ao telefone, ignorando o fato, tentava assimilar o que a secretária da Inol havia lhe informado: que o cobiçado contrato estava desfeito e que se esquecesse do trabalho que estava em andamento .